Internacional vai enfrentar um novo desafio no Mundial 2026, com regras mais rigorosas contra o anti-jogo. O clube precisa se adaptar às novas regras para ter sucesso. A FIFA e o International Board delinearam as instruções para a temporada 2026/27 e a estreia em grandes competições será precisamente neste Mundial. A mais relevante, porventura por ser a mais comum, será a de punir equipas cujos jogadores demorem a executar recomeços de jogo – como lançamentos laterais ou pontapés de baliza. Quando o árbitro considerar que a demora é excessiva deverá iniciar uma contagem de cinco segundos. Caso o jogo ainda não tenha recomeçado no final dessa contagem, o pontapé de baliza será transformado em pontapé de canto para o adversário e o lançamento lateral será atribuído à equipa oposta. Haverá, ainda assim, alguma tolerância quando o árbitro considerar que será feito um lançamento longo para a área – momentos que geralmente requerem maior balanço, maior preparação e espera pelos centrais. Pedro Henriques, analista de arbitragem do PÚBLICO, elogia as medidas. "O objectivo não é penalizar, mas acelerar o jogo. Recuperar minutos de tempo útil de jogo, criando medidas dissuasoras para as perdas de tempo, com reposições de bola mais rápidas, controladas com a contagem visível dos segundos", explicou à Lusa. E detalhou: "Num jogo de futebol há 40 a 50 reposições de bola, entre lançamentos de linha lateral e pontapés de baliza. Estas medidas significam um ganho potencial de cinco a sete minutos, com impacto directo na fluidez e intensidade do jogo". Ainda no combate ao anti-jogo, os jogadores passam a ter dez segundos para abandonarem o relvado – contados a partir do momento em que a placa com o respectivo número é exibida. Caso esse tempo não seja cumprido, o jogador substituto não pode entrar logo – a equipa ficará com dez jogadores durante um minuto e o substituto só pode entrar em campo na primeira paragem de jogo após esses 60 segundos. Também nas assistências médicas haverá uma alteração relevante. Um jogador que receba assistência médica deve ficar um minuto fora do terreno. As excepções são os guarda-redes, colisões de um jogador de campo com um guarda-redes, colisões entre dois colegas de equipa (seria muito penalizador a equipa ficar a jogar com nove), um jogador que vai bater um penálti ou lesões decorrentes de infracções punidas disciplinarmente – neste último caso, seria beneficiar um infractor que lesiona um adversário. Fora da guerra ao anti-jogo há uma nova regra com potencial impacto decisivo nas partidas. A partir do Mundial, o VAR poderá intervir para ajudar o árbitro em casos de segundos amarelos. Até aqui, a intervenção VAR era limitada aos vermelhos directos, mas será estendida agora aos amarelos que resultem